Calçado – O Meio Antes do Meio

Há quem diga que proteger nossos pés nos levou a uma vida que nos fez insensíveis ao terreno que pisamos, alguns acreditam que ao andar descalço é possível sentir o terreno e descarregar suas energias. Mas aquele programa de sobrevivência com o cara que fala isso e tem trancinhas não é o mais legal; o do Bear Grills é muito mais legal (quem dubla ele é o Goku, já começa por aí).

Talvez seja muito prepotente falar que o ato de calçar os pés levou a humanidade para a frente… e quer saber? Foi sim! Levou a vida das pessoas a um novo momento. Mais ágil e seguro, comparado com a vida na ponta dos pés que tínhamos, aquela necessidade de tomar cuidado por onde anda, para não pisar em algo que poderia machucar nossos pés acabou, agora podemos explorar os confins do globo sem o perigo de queimar os pés no gelo ou se cortar em alguma floresta densa. E a gente não só calçou os nossos pés, como também os cascos dos cavalos, para nos tornarem mais rápidos. E aí começamos a calçar nossas carroças, carros e também os cheques, ou seja calçar é proteger para fazer melhor.
Já parou pra pensar que o calçado não é somente um item fashionista, ele passa a ser parte de algo muito maior? Neste exato momento você está com o seu calçado, em casa, na rua, num parque, na floresta, no escritório e até no banho, quem sabe. O calçado faz parte da sua vida, e isso é inevitável.

O calçado é um meio de mobilidade, ou melhor, uma forma preliminar da mobilidade. E esse objeto vem se aprimorando não somente na questão da vestimenta: existem calçados voltados para profissionais específicos, esportes específicos, pisadas especificas, ou seja, esse item moldou as nossas necessidades. E nós também nos moldamos aos calçados, aos nossos corpos e às nossas mentes. Nunca imaginaríamos a nossa vida diária sem um calçado para fazer as nossas tarefas, ele acaba virando um pouco da gente.

Não é a toa que quando adoramos um calçado nunca tiramos ele do pé e viramos fã de uma marca quando ele é muito bonito ou confortável. E mesmo que ele atenda uma necessidade e nos entristeça quando se vai, ou quando tiramos férias ou uma folga e acabamos não usando calçados, pensamos que talvez não sejam as férias da opressão dos calçados, mas que seja o contrário – nós é que estamos dando uma folga pra esse trabalhador obstinado.

O calçado é um dos itens mais funcionais que compõem a moda. Esse conjunto de gaspea e sola é um meio de locomoção que nos faz ir de maneira eficiente do ponto A ao ponto B, e na realidade ele faz isso da forma mais eficiente. Sem o salto nos sapatos para prender no estribos, os cavaleiros provavelmente iriam ter dificuldade de viajar pelo mundo. Se não usar o calçado correto, o motorista de algum automóvel provavelmente causaria um acidente. O ciclista se machucaria nos pedais descalço. Quando toda essa carga do calçado vem à mente, dá muito mais prazer fazer um calçado e imaginar que aquilo que a Gasp faz melhora a qualidade de vida das pessoas. Faz elas se moverem e viverem as suas vidas efetivamente, e não somente ficarem bonitonas pra cacete, é muito legal pensar que não é somente um item comum do dia a dia, ele faz as vidas das pessoas seguirem.

 

A Oficina da Gasp é:

Bruna Andrade

Gaspar Almeida

Luan Carfran

Renan Santos Almeida

 

Texto originalmente publicado na revista ZTGT – 1ª Edição.

Foto: Sarah Rolim

 

 


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