Mundo Comum

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Curitiba, meados de 2010. Em uma conversa entre colegas da faculdade, um deles me diz:

– Meu pai teve uma vez uma fábrica de calçados no anos 90, mas com a crise na época ele não conseguiu mantê-la em funcionamento.

– Ah é mesmo? Uma fábrica de calçados? Que legal!

*Silêncio*

– Sapato é moda, né?

– É moda sim.

– Eu gosto de moda… E quem não gosta? Afinal, todo mundo consome roupas, calçados e acessórios. Mas acho que gostaria de trabalhar na indústria, com materiais pesados, projetando produtos complexos e tal.

– Eu curto ilustração.

– Eu curto arquitetura!

Como estudantes de design, lidávamos com processos industriais, teoria da cor, fotografia, projeto gráfico, estudos em materiais como madeira, polímeros, metais e derivados… E por aí vai! Mas naquela época, eu e meus colegas Renan e Luan não fazíamos ideia do que esperar do mercado de trabalho e o que o mercado esperava da gente.

Olhávamos esperançosos as oportunidades de estágio e, conforme seguíamos os olhos pela lista no mural do corredor da faculdade, a decepção só aumentava. A lista de pré-requisitos para as vagas era imensa, sem falar na índole escondida atrás de palavras pomposas. Só faltava estar escrito “saber fazer um bom café”. Hahaha! quanto ao valor da “bolsa – auxilio”, prefiro nem comentar!

Naquela época a nossa rotina era trabalhar durante o dia, estudar à noite e fazer os trabalhos da faculdade nas horas vagas – sem espaço algum na agenda para projetos (ou vida!) pessoal. Mas nesse então, com um diálogo sem compromisso, uma sementinha do que se tornaria a Oficina da Gasp foi plantada, assim como todo desafio que surge out of the blues.

Afinal, nada melhor do que ter um projeto na cabeça pra começar a sonhar.


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